quarta-feira, 4 de abril de 2007

A PRESA

Ela me espreita
Com certa reverência.
Aguarda o momento certo
Para o ataque derradeiro.

E eu? Eu sou a presa.
Totalmente indefeso.
Sem forças!
Sem esperanças!

De repente, ela ataca!
Lâminas laceram meu corpo!
Sangue jorra abundante!
Já sinto o cheiro dela.

Garras me prendem.
E a cada grito meu
Gera um certo gozo nela.
O brilho dos seus olhos
É de prazer!

Seu prazer é ver-me sofrer!
O golpe final dilacera-me!
O meu corpo?
Não! A minha Alma!

2 comentários:

Anônimo disse...

Uauuuuuuuu....quanto talento hein!!!!Não é a toa que é meu irmão!!rsrsrsrsr...Parabens....esta cada vez melhor!!!!!
Agora me diz uma coisa....onde vc consegue tanta inspiração???!!!!
Te amoooo

Beijosssss :) Jack :*****

Anônimo disse...

SENTIMENTO:
Violento, vermelho, tenso e intenso.

POESIA:
Muito bela.
E há uma certa beleza nesse ataque.
A beleza do conflito entre as sensações e sentimentos.
Ainda que transmita a dor do sofrimento, transmite também a vulnerabilidade em função do desejo.

Parabéns e Beijos